Durante anos, o desconforto íntimo na menopausa foi reduzido a uma palavra: ressecamento.
Hoje, a medicina reconhece que essa simplificação atrasou diagnósticos, perpetuou sofrimento silencioso e limitou a qualidade de vida de milhões de mulheres.
A Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM) é um quadro clínico complexo, progressivo e multifatorial, que envolve alterações vaginais, urinárias, sexuais e emocionais. Entendê-la corretamente é o ponto de virada para um cuidado feminino mais completo, ético e eficaz.
Este artigo integra os conceitos desenvolvidos ao longo desta rede de conteúdos para explicar o que é a SGM, por que ela é subtratada e como abordagens modernas vêm transformando o cuidado da mulher no climatério e na pós-menopausa.
A SGM é resultado direto da queda estrogênica que ocorre na menopausa e no pós-menopausa.
O termo substituiu denominações antigas por refletir melhor a amplitude do quadro clínico.
Ela envolve:
A mudança de nomenclatura foi proposta para ampliar o olhar clínico e evitar o erro de tratar apenas sintomas isolados.
Fonte: North American Menopause Society (NAMS)
Reduzir a SGM ao ressecamento vaginal é ignorar a experiência real das pacientes.
Entre os sintomas mais frequentes estão:
Estudos indicam que até 70% das mulheres na pós-menopausa apresentam algum grau de SGM, mas menos da metade busca tratamento especializado.
Fonte: NAMS; Climacteric Journal
Existem três razões principais:
Esse cenário reforça a importância de uma abordagem integrada, como discutido nos artigos sobre laser íntimo, cirurgia íntima funcional e saúde íntima feminina como campo especializado.
A queda do estrogênio provoca alterações profundas:
Essas mudanças explicam por que tratamentos superficiais frequentemente falham.
A SGM é um processo estrutural, não apenas sintomático.
Fonte: Journal of Sexual Medicine
O tratamento da SGM não é único nem padronizado. Ele deve ser individualizado, baseado em intensidade dos sintomas, histórico clínico e expectativas da paciente.
Entre as abordagens possíveis estão:
O laser íntimo, por exemplo, ganhou relevância por estimular colágeno e vascularização, sendo especialmente útil para mulheres que não podem ou não desejam terapia hormonal sistêmica — como aprofundado no artigo “Por que o laser íntimo se tornou uma ferramenta poderosa para a mulher na menopausa”.
Em casos selecionados, a SGM pode coexistir com:
Nessas situações, a cirurgia íntima pode ser parte de um plano maior, nunca uma solução isolada.
Essa visão integrada é um dos fatores que posicionaram o Brasil como referência mundial em cirurgia íntima feminina, conforme discutido no primeiro artigo desta série.
A complexidade da SGM exige mais do que protocolos genéricos.
Ela demanda:
É por isso que centros especializados em saúde íntima feminina passaram a ocupar papel central no cuidado da mulher na menopausa.
A autoridade clínica, nesse contexto, não está em oferecer todas as soluções, mas em saber indicar o caminho mais seguro para cada mulher.
A SGM conecta todos os temas desta rede:
Ela é o eixo clínico que organiza o cuidado moderno da mulher na menopausa.
A Síndrome Geniturinária da Menopausa não é um detalhe da menopausa.
Ela é um dos seus principais determinantes de qualidade de vida.
Tratá-la como ressecamento é insuficiente.
Ignorá-la é negligência silenciosa.
Compreendê-la em profundidade é o primeiro passo para um cuidado feminino mais humano, científico e responsável.
A medicina moderna avança quando amplia o olhar e a SGM exige exatamente isso.